![]() |
| Red Riding Hood, EUA, Canadá |
Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens
23 de jun. de 2011
A Garota da Capa Vermelha (2011)
21 de mai. de 2011
Não Me Abandone Jamais (2010)
![]() |
| Never Let Me Go, Inglaterra. |
16 de mai. de 2011
Eu Sou o Número Quatro (2011)
![]() |
| █ █ I Am Number Four EUA, 109 min. Direção: D. J. Caruso Elenco: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Teresa Palmer, Dianna Agron. |
O filme, dirigido por D J Caruso (o mesmo de Paranoia e Controle Absoluto), já ganha créditos pelo personagem conhecer suas origens, mas ainda assim vai fazendo descobertas sobre seu eu. Engraçado como um filme tão fácil consegue deixar interrogações no espectador. Interrogações que devem ser apagadas no decorrer da franquia.
Apesar de batida Eu Sou o Número Quatro tem seu diferencial na trama, uma pena que o que seja mais valorizado sejam as cenas de ação, porém é o que se podia esperar tendo Michael Bay como produtor. O filme não decepciona quem vai ver sem pretensões nenhuma e, provavelmente, será um problema para quem guarda muitas expectativas.
O maior problema do longa é o roteiro, nem as atuações me desagradaram, são todas atuações competentes, daquelas que não tornam o filme desagradável, não é Robert Pattinson? Eu Sou o Número Quatro cumpre seu papel de ser um bom entretenimento e poderia superar isso. Mas fica apenas na promessa...
24 de fev. de 2011
127 Horas (2010)
![]() |
| 127 Hours, EUA, Inglaterra |
Um jovem bem sucedido larga tudo e parte sozinho para ir viver uma aventura na natureza, não informando a ninguém aonde vai ou quando volta pra casa. A premissa de 127 horas me faz lembrar o personagem de Emile Hirsch em Natureza Selvagem, mas os filmes seguem caminhos bem distintos e cada um tem suas qualidades.
22 de fev. de 2011
O Vencedor (2010)
![]() |
| The Fighter, EUA |
O maior problema de O Vencedor surge antes mesmo de você ver o filme: o pré-conceito. Surge a pergunta de quantas vezes já vimos uma história como essa. Rocky – Um Lutador e cia., Ali, A Luta pela Esperança, Menina de Ouro e claro Touro Indomável. E é importante que o espectador não vá ao cinema achando que verá o novo Touro Indomável do século. Justamente por ser uma história tão tratada no cinema é inevitável que haja comparações. Mas comparar com o filme de Scorsese é até covardia.
14 de fev. de 2011
Minhas Mães e Meu Pai (2010)
![]() |
| The Kids Are All Right, EUA |
É normal criar expectativas quando vemos o cartaz, o título, a sinopse, ou o nome das pessoas envolvidas em um filme. Podem ser expectativa positivas ou negativas. Afinal esse é o jeito que nos interessamos pelas produções, embora seja interessante conferir uma obra sem ter conhecimento do que se trata ou quem está dirigindo ou produzindo. Surpreender ainda faz parte da magia do cinema. Outra coisa que desperta interesse são os comentários à respeito do filme. Quando a recepção é calorosa por maior parte dos críticos e cinéfilos já iniciamos o filme esperando muito dele o que é um grande erro.
10 de fev. de 2011
Cisne Negro (2010)
![]() |
| Black Swan, EUA |
16 de jan. de 2011
A Origem (2010)
![]() |
| Inception, EUA, Inglaterra |
"Uma ideia é como um vírus. Resistente. Altamente contagioso. A menor semente de uma ideia pode crescer para definir ou destruir você. As menores ideias como... 'Seu mundo não é real'. Um simples pensamento que muda tudo."
A Origem é um filme poderoso em todos os aspectos, assim como todos os outros de Christopher Nolan. De maneira simples e sem exageros seus filmes tornam-se eternos. De maneira “simples” porque Nolan preza pelo cinema tradicional e é tachada de excêntrico por causa disso. Por quase não usar efeitos digitais em seus longas ele aproxima a ficção da realidade. É basicamente isso que ele faz em A Origem, deixa um sonho real. E eles não são reais enquanto sonhamos?
30 de dez. de 2010
A Rede Social (2010)
![]() |
| The Social Network, EUA |
Recentemente revi Clube da Luta (1999) – o quarto filme do americano David Fincher que começou no cinema com a ficção científica Alien 3 (1992) – e constatei: esse é realmente uns dos melhores filmes da década passada. Seu filme contemporâneo, explosivo e empolgante fizeram os críticos e cinéfilos prestarem mais atenção no cineasta que já surpreendera com o ótimo Se7en - Os Sete Crimes Capitais (1995). Foi com O Curioso Caso de Benjamin Button que o cineasta entrou nas premiações mais importantes do mercado. O filme recebeu 11 indicação ao Oscar, mas a Academia não resistiu aos encantos de Quem Quer Ser Um Milionário?
2 de set. de 2010
Direito de Amar (2009)
![]() |
| A Single Man, EUA |
É extremamente raro você se deparar com um filme como Direito de Amar (cuja tradução literal seria "Um Homem Solteiro" e seria, sim, mais apropriado). Quando o filme acaba você fica sem argumentos para tentar derrubá-lo, se por acaso sua vontade for de derrubá-lo. Se o fato de ser melancólico é um defeito para alguns eu não sei, mas essa melancolia é indispensável para que a história tão devastadora seja contada. Em todos os sentidos a melancolia está presente. Principalmente na trilha sonora carregada do polonês Abel Korzeniowski.
16 de jul. de 2010
Um Olhar do Paraíso (2009)
![]() |
| The Lovely Bones, EUA, Inglaterra, Nova Zelândia |
De Peter Jackson conheço apenas a trilogia O Senhor dos Anéis e seu remake do King Kong. O filme que o lançou para o mundo e mostrou sua visão foi Almas Gêmeas. Não demorou a apontassem o cineasta como a pessoa perfeita para adaptar o romance de Alice Sebold, Uma Vida Interrompida. O livro possui uma trama bastante interessante e bem atrativa para ser filmada. Durante os primeiros minutos de projeção de Um Olhar do Paraíso você pensa que tudo que foi falado negativamente do filme era mentira, porque tudo é minuciosamente bem feito pelo diretor Peter Jackson. O começo dá a impressão que será um filme brilhante, mas é uma pena que tudo que tenha de bom em Um Olhar do Paraíso fique apenas no começo.
11 de jul. de 2010
Surpresa em dobro (2009)
![]() |
| Old Dogs, EUA |
A única coisa bacana em ver um filme desse tipo é escrever sobre ele depois de vê-lo, mas filmes ruins merecem apenas um parágrafo. Surpresa em dobro é a confirmação da decadência da carreira de John Travolta e Robin Williams. Trata-se da junção de tudo que deu certo em comédias um dia e que sempre é utilizado. Assistir este filme do diretor Walt Becker é um verdadeiro constrangimento, um esforço gigantesco para chegar até o fim da projeção.
30 de mai. de 2010
Querido John (2010)
![]() |
| Dear John, EUA |
Os atuais filmes de romance deixaram uma imagem feia em nossas cabeças. Inevitavelmente não é culpa nossa. Foram os produtores, diretores e roteiristas que criaram, no fim dos anos 1990, os filmes que seguem sempre uma mesma ordem de acontecimentos que agradou muito o público e é desde então utilizada incansavelmente em diversos títulos, alguns deles conseguem destaque. Com dito meses atrás na crítica do filme (500) Dias Com Ela, há sempre uma exceção para qualquer regra.
24 de mai. de 2010
Homem de Ferro 2 (2010)
![]() |
| Iron Man 2, EUA |
Dois anos atrás eu escrevia um texto sobre Homem de Ferro. Estava impressionado com o rumo que os filmes da Marvel havia tomado com o filme de Jon Favreau. Era um projeto arriscado já que o personagem é pouco conhecido em relação aos outros da editora. Porém o filme funcionou muito bem, arrastou multidões, ergueu a carreira de Robert Downey Jr. em um ótimo desempenho do milionário Tony Stark. Passando-se dois anos após o primeiro filme, Jon Favreau reprisa a direção na nova franquia. É notável que a Marvel deu mais liberdade ao diretor e mais verba, mas algumas horas após a sessão de Homem de Ferro 2 são o suficiente para o filme cair na cabeça das pessoas. As idéias se organizam para a conclusão que esta sequência é uma pura enganação. Outro filme de super herói que entra para a lista de “mesmas coisas de sempre”.
22 de mai. de 2010
Homens que Encaravam Cabras (2009)
![]() |
| The Men Who Stare at Goats, EUA |
Qualquer comédia que seja lançada no mercado é um projeto bastante arriscado, pois agradar tudo mundo é impossível. Atire a primeira pedra aquele que detestou um filme que todo mundo - público e crítica - apreciou. O negócio nesse ramo do cinema funciona de uma maneira bem simples: arriscando. Não só arriscar em lançar o filme, nesse contexto é arriscar na produção propriamente dita, sem tornar-se restringido por medo, pelo que as pessoas vão gostar. É necessário apenas que o carinha saiba que o público em geral vai para o cinema pra se divertir mesmo, não ficar parado vendo algo forçado.
4 de abr. de 2010
Zumbilândia (2009)
![]() |
| Zombieland, EUA |
Filmes de zumbis geralmente possuem as mesmas tramas: alguns sobreviventes que fazem de tudo para não serem infectados por um estranho vírus que afetou a humanidade inteira, transformando todos em mortos vivos andando pelas ruas. Encarei Zumbilândia como um ironia a todos os filmes do gênero; uma ironia de muito bom gosto e bem divertida. A introdução hilária e inteligente da película que mostra as principais regras de sobrevivência do personagem de Jesse Eisenberg é uma ironia pura e explícita que nos prepara para o restante da projeção. O roteiro afiado e promissor de Rhett Reese e Paul Wernick funciona muito bem com os quatro personagens do filme.
27 de mar. de 2010
O Livro de Eli (2010)
É um fato que os filmes sobre o fim da humanidade arrastam multidões para o cinema. Este ano, ao menos no Brasil, já tivemos duas produções semelhantes (Zumbilândia e Vírus) e outro que estreará em breve (A Estrada) cujas semelhanças são visíveis com o filme em questão. O Livro de Eli é parecido com A estrada do diretor John Hillcoat em sua premissa, porém ambos os filmes seguem caminhos totalmente diferentes no desenrolar da trama. É impossível não se lembra de Wall-e enquanto o início do filme é visto. Lembrei também, por exemplo, de Kill Bill em uma pequena cena muito parecida com o filme de Tarantino. O Livro de Eli não é um filme repleto de defeitos, porém seu maior pecado é ser pouco inovador para o gênero tão comum no mercado cinematográfico contemporâneo.
Outro pecado do longa é que seu início é estranho. O típico filme dramático que há situações forçadas para haver cenas de ação. O filme tem um apelo dramático muito forte e muito bom que funcionaria perfeitamente sem as várias sequências de ação, por sinal bem empolgantes. Algumas são até que necessárias, outras, entretanto, tornam a produção extremamente comercial, ou pior, comum. Inicialmente parece até que estamos vendo um filme de Steve Segal. Calma. Essa impressão é momentânea e rapidamente passa. Ocorre quando não se deposita muita fé no filme e passa quando a trama começa a persuadir o espectador a gostar daquilo.
Como fui ao cinema de cara limpa, sem saber absolutamente nada sobre o que o filme tratava, gostaria que outras pessoas compartilhassem da mesma sensação que tive vendo o filme. Há surpresas (na maioria agradáveis) que podem não acontecer se a trama for revelada neste texto. Com as referências que mencionei no 1º parágrafo dá para se ter ideia de toda trama. Isso conta como Spoiler? Acredito que não. Então, se for seguir meu conselho pule o próximo parágrafo.
30 anos no futuro após a última Grande Guerra. Um homem solitário (Denzel Washington) caminha pela América em direção ao oeste. O cenário é totalmente devastador lembrando muito (ou talvez seja uma óbvia homenagem) ao cinema western. Ele quer apenas que ninguém o interfira em sua misteriosa jornada ou então sofrerá as conseqüências. Seu objetivo é guardar com a própria vida a esperança da humanidade (e é bom que não seja revelado o que é) para usá-la posteriormente, já que faz isso desde o “Novo Mundo”., ou seja, há 30 anos. O único que o compreende é Carnegie (Gary Oldman), chefe de uma cidade por ser o único indivíduo que ler e, por isso, tem influência sobre os demais. Assim Carnegie fará de um tudo para pegar o que o personagem de Denzel guarda com a vida.
Não atribuo mérito total aos irmãos Hughes pelo funcionamento do filme. Atribuo à ótima atuação de Denzel Washington que jamais torna seu personagem caricato, cria cenas ótimas ao lado de Gary Oldman - ora é perfeito, ora é exagerado, mas nada que condene o filme, acho até que seu personagem exigia esse exagero. Nenhuma reclamação nas atuações. A fotografia de Don Burgess chama bastante atenção pelo clima apocalíptico bastante realista. Agora o que deixa a desejar é a falta de visão de Albert e Allen Hughes, nada de extraordinário na direção dos irmãos. O que agrada em O Livro de Eli é mesmo o roteiro com uma ideia muito boa que poderia ser mais explorada. Trágico, um filme que tem potencial e não chega lá.
Como fui ao cinema de cara limpa, sem saber absolutamente nada sobre o que o filme tratava, gostaria que outras pessoas compartilhassem da mesma sensação que tive vendo o filme. Há surpresas (na maioria agradáveis) que podem não acontecer se a trama for revelada neste texto. Com as referências que mencionei no 1º parágrafo dá para se ter ideia de toda trama. Isso conta como Spoiler? Acredito que não. Então, se for seguir meu conselho pule o próximo parágrafo.
Não atribuo mérito total aos irmãos Hughes pelo funcionamento do filme. Atribuo à ótima atuação de Denzel Washington que jamais torna seu personagem caricato, cria cenas ótimas ao lado de Gary Oldman - ora é perfeito, ora é exagerado, mas nada que condene o filme, acho até que seu personagem exigia esse exagero. Nenhuma reclamação nas atuações. A fotografia de Don Burgess chama bastante atenção pelo clima apocalíptico bastante realista. Agora o que deixa a desejar é a falta de visão de Albert e Allen Hughes, nada de extraordinário na direção dos irmãos. O que agrada em O Livro de Eli é mesmo o roteiro com uma ideia muito boa que poderia ser mais explorada. Trágico, um filme que tem potencial e não chega lá.
O Livro de Eli
(The Book of Eli, EUA, 2010)
Direção: Albert Hughes, Allen Hughes Roteiro: Gary Whitta Elenco: Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Ray Stevenson, Jennifer Beals, Evan Jones, Joe Pingue, Frances de la Tour, Michael Gambon, Tom Waits, Chris Browning, Richard Cetrone, Lateef Crowder, Keith Davis. Ação, Aventura, Drama. 118 min.
26 de mar. de 2010
Vírus (2009)
A construção de cada personagem é muito restrita. Há gente ali que é totalmente desnecessária como é o caso de Emily VanCamp onde quase não tem texto e sua importância é nula. Quem ver aqueles dois casais até pensa que ela é alguém. Mas o prêmio chato do ano vai para Pine pelo seu personagem totalmente controverso e estranho; é normal pensar que está vendo um filme teen para americanos onde sempre têm os capitães-fortões do time. Uma pena que os irmãos Pastor só se tocam em melhorar a trama aos 45 do segundo tempo quando já está todo mundo cansado o bastante para ver mais bobagens.
Vírus
(Carriers, EUA, 2009)
Direção e Roteiro: Àlex Pastor, David Pastor Elenco: Lou Taylor Pucci, Chris Pine, Piper Perabo, Emily VanCamp, Christopher Meloni, Kiernan Shipka, Ron McClary, Mark Moses, Josh Berry, Tim Janis. Drama, Suspense. 84 min.
6 de mar. de 2010
Guerra ao Terror (2008)
Retratando com perfeição o estado atual de calamidade vivenciado em Bagdá a trama do filme gira em torno do esquadrão anti-bombas norte-americanco composto por William James (Jeremy Renner), que costuma ser frio em ação, carrega uma grande experiência; Sanborn (Anthony Mackie), o típico soldado competente e “certinho” que não tolera certas atitudes de William; e Owen Eldridge (Brian Geraghty) que sabe que o risco de morrer é muito grande e aos poucos vai se adaptado a sua realidade. Nesse ínterim o filme segue corretamente até que em um momento surge uma cena deslocada. É um grande filme que merece todo o reconhecimento recebido.
E se fazer filmes de guerra virou moda é preciso competência para que o gênero não caia no clichê. Guerra ao Terror ganha destaque atualmente nas premiações por retratar muito bem a realidade, com uso de atores pouco conhecidos e que já tem o rostinho estampado em Hollywood tem espaço apenas para pontas. Há cenas ali que valem por mil filmes, momentos que não precisam de diálogo algum para tornar-se compreensível. Esquecemos que aquilo é um filme e achamos que que um cameraman saiu filmando a rotina dos soldados. A guerra é certamente uma droga, mas com este filme a guerra torna-se até fascinante.
Guerra ao Terror
(The Hurt Locker, EUA, 2008)
Direção: Kathryn Bigelow Roteiro: Mark Boal Elenco: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse, Evangeline Lilly, Christian Camargo, Suhail Al-Dabbach, Christopher Sayegh, Nabil Koni, Sam Spruell, Sam Redford, Feisal Sadoun, Barrie Rice. Ação, Drama, Guerra. 131 min.
28 de fev. de 2010
Preciosa - Uma História de Esperança (2009)
Quando você sabe do que se trata Preciosa pode até ter certo preconceito em vê-lo. E o sentimento de culpa por julgá-lo antes mesmo de assisti-lo é imediato. Lee Daniels nos entrega uma belíssima estória de temas que são jogados na cara da sociedade constantemente e que, justamente por isso, acaba caindo no esquecimento. O medo é por ser um filme que carrega um peso bem negativo pudesse prender as pessoas. O seu atrativo é por não ser nada melancólico, embora haja às cenas comoventes, óbvio, é percebível que o diretor faz de tudo para que não tomem seu filme como apelativo. Preciosa não deve jamais ser dito como um filme comercial. É um assunto que atrai muita gente que gosta de tragédia ou de chorar vendo filme.
Lee Deniels usa a câmera da mão boa parte do tempo. É um artifício que gosto bastante, particularmente, pois sempre aumenta a realidade dos filmes. E quando não se trata de realidade - os sonhos de Preciosa - ele usa uma câmera mais firme, mais clássica. Preciosa é, acima de tudo, um filme forte e impactante a toda hora. As revelações familiares nos deixam sempre boquiabertos, mas neste caso as grandes revelações são na verdade as causas. Porque Preciosa está grávida pela segunda vez? Porque ela é obesa? Porque tem baixa-estima e é solitária? Porque Mary a maltrata tanto? E Daniels, escolhe à dedo os momentos certos de suas revelações.
Não fosse o ótimo elenco, pouco daria certo na película. Vemos a estreia de Gabourey Sidibe como a sofrida Claireece Preciosa Jones, sua atuação é exatamente como a personagem exige: uma adolescente conformada e com baixa-estima, fazendo com que esconda, por exemplo, o fato de não saber nem ler nem escrever. E Mo’Nique? Bem, digamos que ela é um monstro indestrutível em sua atuação fantástica. Toda cena com Mo’Nique e Sidibe é linda de se ver, a força que cada enquadramento de Daniels carrega é impressionante. Porém um dos pecados do filme é ser uma pura mesmice, embora seja muito bom de se ver. São temas que já foram retratados por muitos outros cineastas. Mérito de Lee Daniels não tornar o filme uma melancolia fútil e também arrancar boas atuações de todo o elenco. Mas pode ser até exagero dizer que é um grandioso filme.
Preciosa - Uma História de Esperança
(Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, EUA, 2009)
Direção: Lee Daniels Roteiro: Geoffrey Fletcher, Ramona Lofton Elenco: Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Paula Patton, Mariah Carey, Sherri Shepherd, Lenny Kravitz, Stephanie Andujar, Chyna Layne, Amina Robinson, Xosha Roquemore, Angelic Zambrana, Aunt Dot, Nealla Gordon. Drama. 110 min.
Assinar:
Postagens (Atom)















