26 de jun de 2008

A Outra (2008)



Depois de Elizabeth e sua seqüência, Elizabeth – A Era de Ouro agora é a vez de A Outra, para contar os acontecimentos do nascimento da Rainha Bastarda – como foi chamada na Inglaterra. A Outra assim como Elizabeth traz figurinos belíssimos que chama mais atenção no pelo seu elenco.

O período é um dos que mais obteve destaque na história da Inglaterra. Sir Thomas Bolena (vivido por Mark Rylance) vê uma oportunidade de ouro nas mãos quando seu cunhado, ligado diretamente ao rei Henrique VIII (Eric Bana), lhe propõe que transforme uma de suas filhas em amante do monarca. A empreitada favoreceria a família, colocando-a não só no séqüito do rei, mas garantindo conforto, propriedades e riquezas. Isso para não mencionar a maior ambição da época: gerar um herdeiro. Incutido pela ambição, Bolena imediatamente decide apresentar sua filha Ana Bolena (Natalie Portman) para assumir a “responsabilidade”. Eles só não contavam com o fato de que, por um imprevisto, Henrique VIII acabaria interessando-se pela mais nova, chamada Maria (Scarlett Johansson), recém-casada.

A partir daí, um jogo pelo poder está prestes a ser iniciado, já que a ambiciosa Ana não se dará por vencida – especialmente pela tímida irmã, que considera incapaz de manter o interesse do rei. Determinada, ela faz com que ele provoque no país um dos maiores escândalos já escritos: anula o casamento com a rainha e casa-se com Ana, que lhe promete um herdeiro homem. Com isso, ele é excomungado pelo papa, fazendo com que funde a Igreja Anglicana.

O longa tem um início fraco, o que prende mesmo a atenção é o desfecho que se desenvolve até o fim. E nisso Justin Chadwick ganha todos os méritos. O principal erro do filme está no roteiro. JC faz sua parte, consegue colocar Portman, Bana e Johasson em seus devidos lugares. Peter Morgan é responsável pelo script do filme e de longas como A Rainha. Da mesma forma que aconteceu no filme de Shekhar Kapur há muita carência no roteiro, isso é notável. Não é necessário ficar atento. O roteiro é bem escrito, com diálogos inteligentes, Morgan faz até diferente doutros filmes de época. Tudo acontece muito rápido, o único erro é este. O livro A Irmã de Ana Bolena, de Philippa Gregory em que o filme é baseado e que eu não tive a oportunidade de ler talvez seja muito grande. Coisa difícil para adaptar em menos de 2 horas de projeção.

A obrigação dos editores Paul Knight e Carol Littleton (A. C. E) é fazer com que essa falta de conteúdo no roteiro seja ao menos amenizada. Infelizmente os dois não conseguem maquiar o erro de Morgan, para decadência do filme. O fato de esquecer alguns personagens, mesmo que sejam coadjuvantes, fica chato. Não há explicação lógica para tais sumiços. Também há a “camuflagem” de Johansson talvez pelo fato de Portman roubar totalmente as cenas em que aparece, dando novamente um show de interpretação. O elenco e a direção trabalham muito bem juntos, ver os personagens se desenvolverem é ótimo. O longa tinha tudo para ser um exelente filme: ótimos atores, cenários e figurinos riquíssimos, e um diretor competente. Cai no vácuo em conseqüência do roteiro, embora Morgan tenha feito um bom trabalho. Talvez pelo fato de temer fazer um filme longo e cansativo, era um risco...


http://tablito.blogspot.com/2008/02/critica-elizabeth-era-de-ouro-elizabeth.html

5 comentários:

  1. Rafael, gosto muito do Peter Morgan, que é um roteirista de mão cheia. Também sou fã de filmes de época, então "A Outra" é uma obra que, com certeza, irei assistir - apesar das ressalvas que você faz em seu texto.

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  2. Kamila, concordo que Peter Morgan é um roteirista de mão cheia. Seu trabalho em "A outra" é exepcional, o único problema é que tudo acontece muito rápido e isso você notará com certeza. Culpa do roteiro? Ou da edição? O filme é ótimo, merece ser conferido...

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  3. legaaal!! Muito bom seu blog sobree filmees!

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  4. me despertou a curiosidade de ver o filme..

    vou ver depois volto para comentar..

    abç..

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  5. Bah, sabe o que eu acho interessante sobre esses filmes de monarquia? Que eles não mostram só os heróis salvando as mocinhas dos dragões, mas todos os bastidores e eventuais podridões do poder da época...

    Abraços

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