2 de dez de 2008

100 Escovadas Antes de Dormir (2005)

Melissa (Maria Valverde) é uma inocente garota siciliana, que tem apenas 16 anos. Ela se sente distante dos pais, já que seu pai vive viajando e sua mãe está concentrada apenas em seu próprio mundo, sem notar as mudanças pelas quais sua filha está passando ao se tornar uma mulher. Na escola Melissa passa o dia sonhando com Daniele (Primo Reggiani), um colega de classe por quem nutre uma paixão adolescente mas que a ignora solenemente. Até que, um dia, Daniele decide convidar Melissa para sair. Encantada, ela aceita de imediato. Seduzida, Melissa é iniciada no sexo e passa a participar dos jogos sádicos de Daniele e de seu amigo Arnaldo (Elio Germano). Desnorteada e sentindo-se humilhada pelo ocorrido, ela passa a se educar sobre o sexo e ter ousados encontros com vários homens.

Depois de muito me falarem sobre o filme decidi finalmente conferi-lo. Disseram-me que o filme é pesado por tratar de sexo. O fato é que não vi absolutamente nada que me deixasse boquiaberto. Embora o filme tenha esse objetivo (de deixar o espectador chocado) ele não funciona para mim. As atuações do filmes são extremamente estúpidas. Maria Valverde não traz nenhuma profundidade para a personagem. Ela muda de mocinha inocente que nunca beijou para uma “garota” que diante do sexo adquire uma grande experiência. Assim de repente, da água para o vinho. Usando como motivo uma desilusão amorosa. As cenas explícitas que deveria mostrar a queda fulminante da personagem só estão ali para degradação do filme. Não é mostrado absolutamente nada demais, apenas o busto nu da personagem. Não que a nudez seja importante, mas Luca Guadagnino torna o filme restrito demais.

E o pior de tudo mantém durante toda a projeção os personagens robotizados, deixando enojado qualquer um que veja aquela algazarra. Não fica nem difícil em certos momentos você imaginar que o filme foi produzido pela Disney, graças a sua inocência. Acredito que Guadagnino conseguiu destruir toda as fantasias e situações criadas nas mentes dos leitores. A única coisa que pode funcionar é a narração, porém já existem os audio-book. Nem mesmo a própria autora do livro apreciou o filme. O final comercial destrói toda a tentativa de criar uma essência: tenta explicar o comportamento de Melissa por causa da ausência do pai e a rejeição da mãe.

A nova onda do momento é escrever um livro contando as experiências sexuais de uma pessoa na adolescência. As pessoas parecem apreciar esse tipo de literatura. Não demora para algum picareta adaptar para o cinema. É esperar agora para ver o livro de Bruna Surfistinha em cartaz.



3 comentários:

  1. Confesso que nunca tinha ouvido falar deste filme antes! Mas, se não tem boas atuações, nem me interesso por ele. Agora, será que este filme baseado no livro da Bruna Surfistinha vai prestar????

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  2. Olá, Rafael! Como vai?! Vim retribuir a visita e parababenizá-lo pelo blog.

    Jura que não gostou deste filme? Achei muito interessante. Não levaria mais de 7,5... mas ainda assim tem belas atuações e uma direção segura. Óbvio que contem vááários furos no texto, mas não deixa de ser assistível.

    Bom texto, de qualquer forma. Vou continuar visitando sua página! Abraços.

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  3. Kamila, esse filme é pouco conhecido mesmo. E acho que o filme da Bruna Surfistinha só vai sair pra arrancar dinheiro do pessoal que leu o livro.

    Kau, odiei o filme mesmo. Acho que esse filme é do tipo que muita gente gosta e muitas odeiam. Eu não curti. Achei muito forçado e o final ridículo.

    Abraços

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