14 de fev de 2011

Minhas Mães e Meu Pai (2010)


The Kids Are All Right, EUA
É normal criar expectativas quando vemos o cartaz, o título, a sinopse, ou o nome das pessoas envolvidas em um filme. Podem ser expectativa positivas ou negativas. Afinal esse é o jeito que nos interessamos pelas produções, embora seja interessante conferir uma obra sem ter conhecimento do que se trata ou quem está dirigindo ou produzindo. Surpreender ainda faz parte da magia do cinema. Outra coisa que desperta interesse são os comentários à respeito do filme. Quando a recepção é calorosa por maior parte dos críticos e cinéfilos já iniciamos o filme esperando muito dele o que é um grande erro.



Por isso é sempre bom ter o pé atrás para todos os filmes que for ver. Mesmo que seja de seu cineasta favorito, nunca se deve opinar sobre algo que não se viu. Pode até parecer clichê – e realmente é –, ou pode até ser que os personagens sejam clichês – e são mesmo –, porém é impossível não se apegar à condução do roteiro de Minhas Mães e Meu Pai (título nacional que soou apropriado). E daí se todo mundo adivinha o que vai acontecer na trama quando o personagem de Mark Ruffalo entra em cena? Este filme merece ser visto pelas ótimas atuações da dupla Annette Bening e Julianne Moore em excelentes personagens. E como é bom ver as duas em cena...

A tímida adolescente que está prestes a ingressar na universidade e está de saco cheio dos cuidados das mães; o outro adolescente rebelde e sem causa que anda com um amigo babaca para se sentir importante ou superior (vai saber). Alguém pode até achar que seja uma família inusitada , por ser matriarcal, mas de inusitado o filme não tem nada. Uma etiqueta perfeita para por na prateleira de Minhas Mães e Meu Pai, seria CLICHÊ, em letras bem grandes. Até o playboy descolado que pega todas e anda de moto está lá.

Minhas Mães e Meu Pai é um filme de atuações e não há o que discutir. Direção inovadora ou roteiro surpreendente, nada disso. O elenco sustenta e até supri as falhas mais toleráveis. A direção de Lisa Cholodenko não chama atenção nem tampouco impressiona; sua condução é mecânica, até mesmo restrita. Porém é possível que este seja o guilty pleasure do ano passado, já que há algo inexplicável no filme que agrada bastante. Talvez seja o carisma gigantesco de cada personagem.

O que chega a cansar no longa é a montagem desleixada e amadora. Algo que não traz nenhuma característica especial ou positiva ao filme. Pelo contrário, mora aí o maior problema que causa antipatia dos espectadores. Pra quem admira Juliane Moore, Annette Bening ou até Mark Ruffalo é capaz de esquecer dos defeitos do filme. E quem os culpa?

█ █ █ De Lisa Cholodenko, com Annette Bening, Julianne Moore, Mark Ruffalo, Mia Wasikowska, Josh Hutcherson. 106 min.

7 comentários:

  1. Delicioso! Um dos melhores filmes do ano, e saber que todo ano temos filmes independentes como esse, me deixa muito contente. Benning está fantástica, e se levar o OSCAR não ficarei triste ;D

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  2. Acho que um dos méritos do filme encontra-se somente nas atuações que na verdade só de Annete e Moore devem ser celebradas, porque não vi nada além da conta na atuação de Mark Ruff. Em contrapartida a muitos, achei que o roteiro é bem normal, talvez se fosse mais ousado poderia ter um rendimento mais interessante... Pra mim é o mais fraco de todos os indicados!

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  3. Suas palavras iniciais sobre expectativa são necessárias e foram muito colocadas. Apesar de todos seus problemas, o conjunto de MINHAS MÃES E MEU PAI faz o filme ser bom. Claro que se tendem a destacar as atuações, e de fato elas são o que há de melhor aí, mas, por favor, nada no filme é digno de premiação. Dou 6/10 ou 3/5

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  4. Eu adoro esse elenco, estou muito querendo ver, mas, tem outros na frente! Rsss

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  5. Ao contrário da maioria, posso dizer que gostei deste filme. Me surpreendeu em muitos sentidos até. O roteiro tem lá seus probleminhas, mas é muito bom no geral e, claro, as atuações ajudam e muito para que seja um material visado pelo Oscar.

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  6. O filme vale pelas atuações, Julianne Moore muito a vontade no papel. O roteiro tinha elementos desenecessários, como essa da amizade do Lazer com um menino rebelde e idiota. rsrs. ;)

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  7. Acho um filme bacaninha, mas nada além disso. Considero superestimado demais, Ruffalo faz o básico, insuficiente pra ser considerado como das melhores do ano. Julliane Moore e Annete Benning estão bem, mas os papéis também não tem força suficiente pra carregar além.

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